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Sete mulheres, sete motivos
Em mais de mil ensaios, o que menos se repete é o motivo. Reuni aqui sete histórias reais de clientes — publicadas com autorização e sem nenhuma identificação — porque elas explicam melhor do que qualquer texto meu o que um ensaio boudoir pode significar. Nenhuma delas veio aqui atrás de uma foto bonita. Todas saíram com outra coisa.
Eu guardo histórias. É inevitável: você passa sete horas com uma pessoa que está seminua e vulnerável, e ela conta coisas. Muitas dessas conversas acontecem no camarim, com a make sendo feita, e nunca saem dali.
As sete abaixo saíram — com autorização de cada uma delas, sem nome, sem foto e sem qualquer detalhe que identifique. Elas estão aqui porque, juntas, explicam o meu trabalho melhor do que eu explicaria.
A que perdeu o companheiro
Ela perdeu o marido durante a pandemia — o companheiro de vida, quem lhe dava força. Depois de atravessar o luto, escolheu o boudoir para se reencontrar e, do jeito dela, homenagear tudo o que os dois viveram de bom.
Ele não veria essas fotos. Mas ela tinha certeza de que, de algum lugar, ele veria a mulher forte em que ela tinha se tornado — e sentiria orgulho.
Hoje as fotos moram na caixa Majestic dela, e ela me contou que abre com frequência, só para lembrar como aquele dia mudou as coisas.
A dos 40 anos
Ela queria comemorar os 40 de um jeito diferente. Não veio de um lugar de dor: veio do melhor momento com ela mesma que já tinha vivido.
Tinha passado por um processo de autoconexão e decidiu investir em algo importante — a relação com o próprio corpo, que era novo para ela em vários sentidos. Não foi uma escolha por tristeza, foi realização pura.
Saiu do estúdio realizada. E, no meio do dia, a gente já estava conversando como amigas antigas.
A que fez a bariátrica
Ela realizou o sonho da cirurgia e queria registrar esse novo momento. Mas chegou aqui com as inseguranças ainda intactas.
Me disse, com todas as letras: "Me sinto muito bem hoje com meu corpo, mas ainda tenho questões, porque ainda não fiz a cirurgia reparadora, tenho muita pele e ainda não coloquei silicone nos seios."
Na hora da seleção, no computador, ela se apaixonou por cada detalhe. Viu que as marcas que a incomodavam não apareciam — e que as poses tinham transformado a insegurança dela numa certeza sobre a própria beleza.

A dos mais de 60
Ela entendeu, antes de mim, que um ensaio boudoir é um ritual de comemoração com o corpo e com as fases de ser mulher. Depois de perder o marido, começou a se dedicar mais a si mesma — e passou a fazer ensaios periodicamente.
Não queria fotos para ficarem na galeria do celular. Queria algo eterno: escolheu o Álbum Personalité e viveu o dia por completo, como um merecimento. Não para convencer ninguém, mas para se honrar como mulher.
A frase dela ficou comigo: "Eu tenho mais de 60 anos, hoje já não me importo mais com inseguranças, nem com o que vão pensar de mim."
A que descobriu uma traição
"Descobri uma traição depois de mais de 20 anos de casamento, então agora chegou o momento de cuidar de mim."
Ela teve a coragem e a compostura de fazer o que poucas conseguem: se manter inteira e focar em si mesma no meio do caos. A primeira coisa que fez foi procurar uma psicóloga. Depois, voltou a se cuidar como se todos os dias fossem um evento.
O ensaio foi o último passo: registrar o quanto uma mulher pode ser forte e poderosa no meio de um término.
A noiva
Ela me procurou para presentear o noivo no dia do casamento. A ideia inicial era uma surpresa durante a festa: as madrinhas entregariam algumas fotos impressas enquanto ele se preparava para entrar, e outras durante a recepção.
Mas ela foi além e escolheu também o Álbum Personalité, para eternizar o momento.
O que ela me disse no fim é o que eu mais lembro: o ensaio não era sobre o casamento. Era sobre como ela queria ser lembrada por quem ela ama — e sobre se enxergar de uma forma nova antes do sim. Escrevi mais sobre esse tipo de ensaio em boudoir para noiva.
A que veio só porque quis
"Eu poderia ter vários motivos ou desculpas para vir fazer meu ensaio, mas só vim porque eu queria mesmo. Hoje eu quero investir em mim."
Ela chegou no estúdio sem nenhuma dúvida sobre o que queria. Decidiu viver tudo por completo: personalizou o ensaio de um jeito que pudesse ser mil mulheres em um dia só — vários cenários, vários looks, várias vivências — e eternizou tudo no Álbum Personalité.
Dessas sete, essa talvez seja a minha favorita. Porque ela prova que não é preciso ter uma história grande para merecer um dia assim.
O que elas têm em comum
Nenhuma delas veio atrás de uma foto bonita. Todas vieram atrás de uma forma de se ver.
E todas, sem exceção, tiveram o mesmo momento na frente do computador na hora da seleção — aquele silêncio de dois ou três segundos antes de dizer alguma variação de "essa sou eu?".
É por isso que eu ainda faço isso depois de dez anos.
Uma nota sobre privacidade
Nada aqui identifica ninguém: sem nomes, sem iniciais reais, sem fotos das clientes citadas, sem datas. As imagens deste texto são de outros ensaios, publicadas com autorização.
Se você fizer um ensaio comigo, a sua história não vai aparecer em lugar nenhum sem que você peça. É a mesma regra que vale para as fotos — e está explicada em quem vê as suas fotos.
Perguntas frequentes
Essas histórias são reais?
As fotos do texto são das clientes citadas?
Minha história pode ser publicada?
Preciso ter um motivo especial para fazer um ensaio?
Ficou com vontade de entender como seria o seu? Você pode ver tudo com calma na página de investimento ou me mandar uma mensagem — respondo pessoalmente cada uma.
Cada mulher chega por um motivo. Todas saem com o mesmo espanto.


