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Thais Quintiliano
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Pose deitada construída com direção detalhada, em luz lateral no estúdio

Início · Diário · Direção de poses

Processo ·

Como funciona a direção de poses

Dirigir poses é construir a imagem em camadas: primeiro a base do corpo (onde apoia, para onde vira), depois os membros (mão, braço, joelho), depois a cabeça e o olhar, e só então a expressão. Eu falo o tempo todo durante o ensaio, ajustando centímetro por centímetro, e mostro o resultado na tela para você calibrar junto comigo.

"Direção de poses" virou item de lista em todo orçamento de ensaio. Mas a diferença entre uma fotógrafa que dirige e uma que não dirige é gritante — e como cliente é difícil saber qual é qual antes de estar lá dentro.

Então deixa eu abrir a caixa e te mostrar como isso funciona aqui.

A frase proibida

"Fica à vontade."

Essa é a frase que denuncia a ausência de direção. Ela transfere para você — que nunca fez isso — a responsabilidade de saber o que fazer com o próprio corpo, numa situação em que você está seminua e insegura. É o pior momento possível para receber liberdade.

Liberdade é bom no fim do ensaio, quando você já está solta e já sabe o que funciona. No começo, o que você precisa é de instrução clara.

A ordem em que eu construo uma foto

1. A base. Primeiro decido onde o corpo se apoia: deitada de lado, sentada com a perna dobrada, de joelhos, em pé apoiada na parede. Essa é a estrutura, e ela define tudo o que vem depois.

2. O eixo. Depois giro o tronco e o quadril. Um giro de dez graus muda completamente a leitura da silhueta. É aqui que mora boa parte da mágica que as clientes acham que é edição.

3. Os membros. Braço, mão, joelho, pé. Mão é o detalhe mais traiçoeiro do boudoir: mão tensa estraga uma foto perfeita. Eu peço dedo solto, palma relaxada, toque leve — sempre.

4. A cabeça. Queixo (quase sempre desce um pouco), rotação, inclinação. E a direção do olhar: para mim, para a janela, para baixo, para o infinito.

5. A expressão. Por último, porque só faz sentido quando o resto está montado. Aqui eu peço respiração, não cara: "inspira, segura, solta e olha pra mim no fim". Expressão pedida sai falsa; expressão que vem depois de uma respiração sai verdadeira.

Pose sentada no chão com apoio de braço, tronco girado e queixo baixo

Eu falo o tempo inteiro

O ensaio é barulhento no bom sentido. Eu vou narrando, corrigindo, elogiando quando fica bom e dizendo quando não ficou. Você nunca fica em dúvida se está indo bem — isso é combinado.

Algumas clientes estranham nos primeiros minutos, porque esperavam um clima solene. Passa rápido. Em dez minutos vira conversa, e conversa é o melhor estado possível para fotografar alguém.

Micro-ajustes: onde a foto realmente acontece

Um ensaio meu tem poucas poses "diferentes" e muitas variações da mesma. Isso é proposital. De uma base boa eu tiro seis, oito, dez imagens só mudando detalhes: a mão que sobe, o olhar que desvia, o joelho que dobra mais, a respiração que solta o ombro.

É mais eficiente e é mais confortável para você — em vez de inventar dez situações novas, você faz dez pequenos ajustes dentro de um lugar em que já está confortável.

A direção também é sobre o que não fazer

Parte do trabalho é te proteger de você mesma. Existem poses que a pessoa faz por instinto e que não favorecem: encolher o ombro, prender o queixo, esconder a barriga com o braço, contrair a barriga (que sempre aparece na foto), sorrir com a boca mas não com os olhos.

Eu corto tudo isso na hora. Não é vaidade: é composição.

Você vai ver o resultado durante o ensaio

Mostro a tela da câmera logo nos primeiros minutos, e isso muda o ensaio inteiro. Ver a primeira foto boa faz o corpo entender que aquilo está funcionando — e o corpo relaxa antes da cabeça.

No fim do dia a gente senta junto ao computador e faz a seleção das fotos juntas. Você não recebe uma escolha pronta: você escolhe.

Se você tem limites físicos

Fala. Joelho que não dobra, coluna que dói, cirurgia recente, gravidez, qualquer coisa. Existem sempre dez caminhos para a mesma foto, e escolher o que o seu corpo aguenta é parte do meu trabalho — não uma concessão.

E se você quer entender a pergunta que veio antes desta, tem um texto inteiro sobre precisar ou não saber posar.

Perguntas frequentes

O que é direção de poses em um ensaio?
É a fotógrafa construir a imagem com você, camada por camada: base do corpo, giro do tronco, posição de braços e mãos, cabeça, olhar e por fim expressão. Você executa instruções claras em vez de inventar poses.
A fotógrafa fala durante todo o ensaio?
Sim. Eu narro, corrijo e comento o tempo todo, para você nunca ficar em dúvida se está indo bem. Em poucos minutos isso vira conversa.
Posso ver as fotos durante o ensaio?
Sim. Mostro a tela da câmera já nos primeiros minutos, porque ver a primeira foto boa costuma soltar o corpo mais rápido do que qualquer explicação.
E se eu tiver alguma limitação física?
É só me contar antes ou durante o ensaio. Existem vários caminhos para a mesma imagem, e escolher o que o seu corpo aguenta faz parte da direção.

Ficou com vontade de entender como seria o seu? Você pode ver tudo com calma na página de investimento ou me mandar uma mensagem — respondo pessoalmente cada uma.

Você não precisa saber a pose. Precisa confiar em quem pede.

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